Homilia do Sr. Bispo no Dia do Doente 11/02/12

Homilia de D. António Carrilho, Bispo do Funchal, na celebração do XV Dia Mundial do Doente
Casa de Saúde Câmara Pestana, 11 de Fevereiro de 2012
Cuidar o doente, com generosa atenção e alegre coração!

Celebrar o Dia Mundial do Doente, na memória litúrgica de Nossa Senhora de Lurdes, tem um sentido muito especial. A Igreja convida-nos, deste modo, a olhar para Maria como a Mãe bondosa que nos acompanha ao longo da vida, se inclina sobre nós para escutar as nossas preces e atender às nossas necessidades, também quando a ela nos dirigimos em situações de doença do corpo ou do espírito. Ela é a nossa medianeira e a melhor consolação.
Saúdo, com profundo afecto, e afirmo a maior proximidade espiritual e união a todos os queridos doentes, que se encontram nos hospitais, nas casas de saúde ou nas suas famílias, na Madeira e no Porto Santo. E lembro especialmente as crianças, os jovens, adultos ou idosos, que são esquecidos na sua dor e solidão. Neles, podemos nós contemplar o rosto de Cristo Sofredor, que na Eucaristia perpetua na Igreja a Sua oferta ao Pai, por amor e pela vida do mundo.

Sinal de consolação e esperança
Hoje, lembrando as Aparições de Lourdes, em 1858, recordamos a jovem Bernardete Soubirous com o seu olhar fixo na bela Senhora, que se apresentou como “a Imaculada Conceição” e pediu, na sua maternal solicitude, para nos encontrarmos com o seu Filho Jesus, mediante a nossa própria conversão. Esta presença carinhosa de Maria, junto de nós, seus filhos, continua a manifestar-se no encontro sobrenatural, na cura interior e física, na força e na alegria, que do Céu nos vêm.
Lourdes é memorial vivo desta proximidade da Mãe e de numerosas curas, em situações clínicas graves e tidas como incuráveis, realizadas por Deus, através da sua intercessão. Olhando Maria, a Humanidade contempla o seu olhar de materna consolação e esperança e implora as graças de que necessita, sejam de ordem espiritual ou material. A Maria-Mãe, toda a nossa gratidão e louvor.